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Cientistas descobrem quando o oxigênio da Terra deve acabar
04/03/2021 06:58 em Ciência

Pesquisadores da Toho University, do Japão, e da Nasa conseguiram descobrir por meio de simulações quando o oxigênio da Terra deve acabar, mas não há razões para se preocupar, porque isso só vai acontecer daqui há mais ou menos 1 bilhão de anos.

No artigo publicado na revista científica Nature Geoscience, Kazumi Ozaki e Christopher Reinhard descreveram os fatores utilizados nos experimentos para chegar nesses resultados. Os cientistas levaram em consideração o clima, processos biológicos e geológicos, assim como a atividade do sol.

Depois disso, eles usaram um computador para rodar a simulação e estudar como a Terra reagia a todos estes processos. A partir daí, eles descobriram que à medida que o sol fica mais quente, ele libera mais energia.

Isso deverá faz os níveis de dióxido de carbono na atmosfera da Terra caírem, porque o gás vai absorver o calor e se decompor. Além disso, a camada de ozônio também seria queimada, em um processo que acabaria com a vida das plantas, que são as produtoras do oxigênio.

Segundo os pesquisadores, este processo levaria em torno de 10 mil anos, culminando em um período em que o CO2 alcançaria níveis tão altos que a vida vegetal será totalmente extinta, o que causaria a extinção de todas as criaturas que vivem na terra e no mar por conta da falta de uma atmosfera respirável.

 

Não seria o fim da vida

Algumas bactérias ainda conseguiriam sobreviver. Crédito: Domínio Público

Entretanto, apesar da morte de todo vegetal e animal terrestre e marinho, este processo não levaria ao fim de toda forma de vida na Terra. Apesar de não haver mais nenhuma criatura que respira, algumas bactérias ainda sobreviveriam.

Desta forma, o planeta voltaria ao canário de antes da evolução de plantas e animais. De acordo com Ozaki e Reinhard, a realização desta simulação é importante para outros estudiosos que procuram vida em outros planetas, já que, segundo eles, a janela de oportunidade pode ser mais curta do que se pensava anteriormente.

Via: Phys.org

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